A caminho da Igreja Nova Apostólica (9): Expectativas frustradas: Reunião dos Apóstolos em 1851

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Os Apóstolos, dez no total, estabeleceram um compromisso, o qual possibilitava a continuação de sua obra. Porém, eles não conseguiram alcançar os grandes objetivos que tinham planejado no início. O Apóstolo Carlyle acreditava que conhecia o motivo: o “número sagrado doze” não existia mais; assim, o tão esperado envio dos Apóstolos na plenitude de seus cargos não poderia mais acontecer. Em Pentecostes de 1851 eles esperavam por uma mudança – mas era isso que desejavam também os Apóstolos colaboradores?

 

Tinha sido combinado que em 1846 Cardale reuniria novamente os Apóstolos se achasse necessário, ou quando dois outros Apóstolos solicitassem. Em fevereiro de 1851 esse pedido foi feito por dois Apóstolos. Como combinado, Cardale conclamou uma reunião, mas não queria ter responsabilidade pelas consequências negativas devido às diferenças de conceitos que existiam entre os Apóstolos. Então ele orou contra todos "os possíveis males" que poderiam surgir. "Se o bem for produzido", ele escreveu a Drummond, então deveremos agradecer aos “dois irmãos que tomaram para si a responsabilidade de chamar os dois em conjunto”.Protocolo da reunião, na qual o Apóstolo Cardale informou aos anjos das congregações de Londres a respeito das decisões da Conferência dos Apóstolos em Pentecostes de 1851.

Até hoje não conhecemos documentos que revele o nome dos dois Apóstolos que solicitaram a reunião. Provavelmente o Apóstolo Carlyle era um deles. Pois, como nenhum outro, ele exortava aos seus que orassem pelo sucesso do grande acontecimento. Ele esperava algo grandioso: o número de Apóstolos deveria ser novamente 12, os outros Apóstolos deveriam estar em “plena atividade” e “estar unidos em toda parte”. Com isso deveria se cumprir a previsão do envio dos Apóstolos, a qual ainda estava em curso. Se isto se cumprisse, os Apóstolos “receberiam uma força e um poder como nunca dantes”.

Grandes expectativas foram despertadas

Este foi o apelo que fez o Apóstolo Carlyle, do norte da Alemanha, a seus fieis em 4 de abril de 1851 numa pequena congregação de seu âmbito de atuação. Este foi imediatamente impresso e isso “deveria ser transmitido pelos dirigentes das congregações, mas somente dentro das congregações”, para que todos os fieis fossem estimulados, “nesse importante momento da história da obra”, a apoiar aos Apóstolos com ”uma oração fervorosa”.

O Apóstolo Carlyle salientou a importância deste momento através de uma interpretação tipológica da história do rei Davi. Davi, assim dizia na Sagrada Escritura, foi ungido três vezes como rei: primeiro secretamente, pelo profeta Samuel (1º Samuel 16:13), depois, após a morte de Saul pelos homens de Judá (2º Samuel 2:4) e finalmente por toda Israel (2º Samuel 5:3). O Apóstolo Carlyle comparou a primeira unção com o chamado profético dos Apóstolos, a segunda, com a seleção em 14 de julho de 1835 e a terceira, com o tão esperado envio. Desde a separação dos Apóstolos, estes desempenhavam seus ministérios segundo “quem os acolhia”. Depois de seu envio eles seriam exortados “pelos fieis que procuravam pela perfeição, a assumir suas devidas posições a frente da igreja geral”. Finalmente “todos aqueles que não queriam tornar-se perfeitos, sofreriam na tribulação”. Aqueles que aceitassem aos Apóstolos seriam preservados disso e seriam “arrebatados ao trono de Deus”.

Reuniões intensivas

Na festa de Pentecostes, no dia 2 de junho de 1851, os dez Apóstolos ainda ativos reuniram-se na ainda pouco utilizada câmara do conselho em Albury. De dois em dois, os Apóstolos eram enviados aos Apóstolos Dalton e Mackenzie para que pudessem convencê-los a voltar. Os Apóstolos reuniram-se, então, de 1 a 7 de julho e novamente em 8 de agosto para entender se as atitudes do Apóstolo Mackenzie permaneciam inalteradas e a posição do Apóstolo Dalton que neste meio tempo desenvolveu “sérias dúvidas” a respeito “das provas bíblicas dos desígnios de Deus de novamente termos Apóstolos”, bem como no que dizia respeito ao “caráter divino da obra”.

Os dez atestaram, numa carta dirigida ao Apóstolo Dalton, que eles, nestes cinco anos desde 1846, vivenciaram a presença de Deus e Sua condução para o cumprimento de suas tarefas e que, portanto, permaneciam firmes na fé. Mais uma vez as diferenças de opiniões no círculo dos Apóstolos impediam um ativar decisivo. Alguns pensavam que um Apóstolo que já não estivesse em atividade, poderia ser substituído por outro. Outros, entre eles Cardale, pediam por uma interseção divina especial para dar um passo desses, porém afastavam os pensamentos que permitiam que novas profecias surgissem.

Fortalecer aquilo que ainda existe

O Apóstolo Carlyle estava firme na esperança de uma “aceleração da obra” e acreditava que ainda iria vivenciar o envio dos Apóstolos. Contrários a isso, os seus colegas de ministério organizavam-se e diziam que havia um número muito pequeno de Apóstolos e que as metas iniciais não seriam alcançadas.

Cardale não esperava mais nenhum êxito grandioso, porém lutou para melhorar a disciplina no corpo de ministérios e na vida espiritual nos âmbitos externos aos Serviços Divinos. A nova orientação manifestou-se também quando ele confiou aos seus Apóstolos colaboradores os cuidados das sete congregações em Londres (as quais, após o fechamento de Westminster, foram reduzidas a seis) sem limites temporais. Cardale comandou também a construção de uma igreja impressionante para a congregação central muito próxima de sua casa. Como anexo a essa igreja havia uma capela para os Apóstolos da Inglaterra, que era lindamente adornada.

As conferências e registros do Apóstolo Carlyle escritas em alemão não apareciam somente em seu âmbito de atuação, mas também apareciam traduzidas para o inglês no âmbito de atuação do Apóstolo Cardale – porém, todas as indicações à grande obra dos Apóstolos não apareciam ali, o escrito sobre as três unções de Davi também foi deixado de fora do livro “O ofício apostólico”. Na Inglaterra, as pessoas se preparavam para aquilo que já existia, a autoridade dos Apóstolos se destacava nas congregações formadas por eles e se deixava o envio e a grande obra cada vez mais para o futuro.

Decepção no norte da Alemanha

O Apóstolo Carlyle submeteu-se às decisões de seus Apóstolos colaboradores, porém, através de seu ativar, ele manifestava suas críticas a respeito das atitudes destes. Em 1852, quando eles o convidaram a colaborar numa nova edição da liturgia, ele queria deixar este trabalho para os Apóstolos (como Dow, Perceval, Sitwell e Tudor e, também com restrições, a Armstrong e King Church) “que não precisavam cuidar de nenhuma congregação”, ou seja, que em sua área de trabalho nada ou pouco haviam conseguido.

O Apóstolo Tudor nem ao menos tentou chegar até os membros da nação polonesa – cujo antigo território fora dividido entre Rússia, Áustria e Prússia. Com seu consentimento, Carlyle levou sua ação missionária aos poloneses que viviam na Prússia. A visita do Apóstolo Dow à Noruega também não trouxe êxitos e assim, Carlyle viajou no outono do ano de 1854 à Noruega e à Suécia. Com isso, ele comprometeu suas forças vitais de maneira exagerada, regressou a Albury numa situação de esgotamento físico e lá morreu na manhã de 28 de janeiro de 1855.

A pergunta sobre uma substituição no círculo dos Apóstolos ficou ainda mais urgente. Contudo, os Apóstolos que ficaram novamente recusaram-se a aceitar outro novo membro em seu círculo. O âmbito de trabalho do norte da Alemanha, que era do Apóstolo Carlyle, deveria ficar sob os cuidados do Apóstolo Woodhouse. Novamente, os portadores de cargo do norte da Alemanha ficaram decepcionados, porém permaneciam firmes na esperança ensinada pelo Apóstolo Carlyle a respeito do envio dos Apóstolos e que deveriam “assumir suas devidas posições no topo da igreja geral”.

  

 

Manfred Henke

Eu amo Jesus 

... e o mais bonito é o fato de saber que esse amor é recíproco.


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